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Qual é a relação entre as nossas 4 necessidades básicas e o nosso comportamento frente à tal da Gestão do Tempo?

31 Aug 2020

Oi pessoal!

 

Hoje, quero dividir com vocês uma reflexão que fiz sobre alguns materiais que estudo sobre o comportamento humano e, entre esses materiais, eis que aparece na minha frente essa frase do Neil Fiore (PhD em Psicologia):

 

Existe um mito de que tempo é dinheiro. Na realidade, tempo é mais precioso que dinheiro. É um recurso não renovável. Uma vez que você o gasta e, se você o usou mal, ele se foi para sempre”.

 

Seguindo essa linha de pensamento de Neil Fiore, o que nos leva a não olhar para o tempo que gastamos em nosso dia a dia para as “coisas” que temos que fazer? Porém, todos os dias saímos insatisfeitos porque não terminamos o que tínhamos que ter terminado ou não resolvemos o que tínhamos que ter resolvido.

 

E foi aí que entendi umas coisinhas... E, pensei em como seria se eu pudesse relacionar isso com a Gestão do Tempo?! Pois está totalmente dentro do assunto sobre comportamento. Vamos começar entendendo as 4 necessidades básicas e comuns a qualquer ser humano?

 

1. Necessidade de ser ouvido na essência.

Quem nos acompanha e já leu nossos artigos e/ou participou de nossos treinamentos, já nos ouviu falar disso, com certeza! Ser ouvido na essência nada mais é do que a necessidade que temos de alguém parar o que está fazendo e prestar atenção na gente. Ouvir com atenção. É reconhecer no outro a paciência ativa, ou seja, atenção ao que estou comunicando.

Se você é líder, dono de empresa, o que for... você dá oportunidade ao outro dele ser ouvido? De verdade?

Então... temos que prestar atenção nisso. Se nós dispusermos alguns minutos para ouvir na essência, faremos um bem danado a alguém, que retribuirá, tenha certeza. E qual será o resultado disso? Vamos diminuindo o “retrabalho” e, se isso acontece, melhoramos tanto a nossa produtividade quanto dos nossos colaboradores.

 

2. Necessidade de ser amado, reconhecido, notado.

Sim, mesmo os corações mais gelados querem ser amados. Todos nós queremos... Da mesma forma, desejamos ser reconhecidos pelos nossos atos e com isso, sermos percebidos, notados.

Têm aquelas pessoas que são mais tímidas e, então, não querem holofotes, porém isso não quer dizer que não desejam ser notadas, reconhecidas, da forma delas.

Neste caso, como relaciono isso à Gestão do Tempo? É muito simples: elogie, dê suporte e apoio. Nas reuniões, sejam online ou presenciais, tenha pauta definida com horário de início e término. Detalhe: os participantes da reunião precisam saber o que será “tratado” para poderem se preparar para ela. Comece por você, Líder, a mudança de hábito em relação a isso... você é o exemplo. Não espere deles o que você deveria estar fazendo.

E sabe o que é mais legal nisso? Agindo dessa forma, você passa a ser notado, reconhecido e amado.

 

3. Necessidade de pertencer.

As pessoas precisam pertencer a algo: a uma família, a uma empresa, a um time... etc. O senso de pertencimento nos faz sentir todas as outras necessidades citadas acima: sou ouvido, sou amado, sou reconhecido.

O pertencimento traz junto com ele diversos outros sentimentos que culminam na sensação de acolhimento e de não estar sozinho. E, se não estou sozinho... eu posso mais, eu consigo mais, porque eu tenho suporte.

Mas, Sá? Onde isso entra na Gestão do Tempo? Oras bolas... se eu pertenço, logo faço parte de uma equipe, que precisa estar conectada para realizar o trabalho. Sendo assim, se eu não faço o que eu tenho que fazer, isso acarretará em problemas relacionados à produtividade só para mim ou para todos?

 

4. Necessidade de ter direito de errar.

Todos nós somos passíveis de erros. E temos que saber que temos direito de errar, sabem por quê? Porque tem pessoas que vão empacar, não conseguem prosseguir por terem medo de errar. Sentem medo de errar e daí não tentam, não dão o passo que precisam dar.

Claro que não seremos irresponsáveis em achar que temos que sair fazendo tudo o que der vontade pelo fato de podermos errar. Tudo o que falamos aqui é pautado na coerência, ética e responsabilidade. Porém, temos que nos permitir tentar e, se errarmos, aprendemos com isso e, na próxima vez, já sabemos o quê não devemos fazer. Afinal, quem aqui nasceu sabendo tudo ou conseguiu seguir à risca todo o planejamento feito, sem nenhum errinho que foi ajustado no meio do caminho?

Mais uma vez: seja em qual papel for da sua vida, pessoal ou profissional, você vai errar... aprenda com isso. Foque na solução e na ação positiva realista.

 

Aiaiaiai... e daí? Não entendi o que isso vai impactar na minha gestão do tempo?!

Filhote, é o seguinte, a tia Sá vai explicar: quando erramos e temos consciência desse erro, acabamos tendo um sentimento negativo de auto cobrança. Isso acontece mesmo para aquelas pessoas que não assumem seus erros, ok?! E, quando isso acontece, temos a tendência de dar dois passos para trás e “empacamos”. Neste ponto aqui, entra nosso lado procrastinador (aquele comportamento que adia as coisas), que faz com a gente fique empurrando aquilo “com a barriga”. Ou seja, não finalizamos aquele projeto, não damos retorno ao cliente, não nos organizamos para colocar em nossa agenda essa tarefa novamente... etc.

Por isso, não tem problema nenhum em darmos um passo para trás, porém que seja para pegar impulso. Que seja para nos dar força e segurança para o próximo passo, para o replanejamento. E, aí sim, seguir em frente, não adiar mais e “pegar o rumo”, como diz uma certa pessoa que eu conheço.

 

E, divagando aqui nos meus pensamentos... se eu erro e não tenho o suporte e apoio dos demais envolvidos, não me sinto pertencente, logo não sou amado ou reconhecido, então... não serei ouvido... BINGO! Tá feita a caca...

 

Doido isso, né?! Eu adoorooo!!!

 

Vamos olhar mais para as pessoas e ouví-las? Seja como amigo, chefe ou dono da empresa?

 

Mas, Sá... não tenho tempo para isso! Ótimo... é por isso que temos um Treinamento de Gestão do Tempo e Produtividade... você será muito bem-vindo! Hahahahah.

 

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