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O dia que tive que contar grama (mato)!

29 Jun 2020

 

Olá, tudo bem com vocês?

Por aqui tudo bem, com a graça de Deus.

 

Primeiro, quero agradecer pelos feedbacks recebidos pelos artigos postados aqui no nosso Blog. Muito obrigada! É gratificante e faz com que continuemos gerando esses conteúdos.

 

E, pra seguir a linha dos "causos", conforme vocês estão nos pedindo, vamos para o "causo" de hoje?

 

Gente, vou falar de um dia que eu tive, literalmente, que ir a um campo de vegetação e contar quantas gramas haviam nascido.

 

Para quem não sabe, sou bióloga de formação e durante minha iniciação científica eu estagiei na ESALQ/USP em Piracicaba, no laboratório de Patologia de Sementes, do qual só tenho boas recordações. Lá no laboratório éramos em uns 7 ou 8 alunos que desenvolviam projetos da iniciação cientifica, todos orientados pelos Professores Doutores daquele departamento. E, em alguns projetos que eram da própria instituição, todos nós nos envolvíamos e aprendíamos muito. Então, um dos projetos envolvia análise de sementes de forrageira. Em resumo (bem simplificado), forrageiras são espécies de gramíneas ou leguminosas que são muito utilizadas para pastagem de gado. No nosso caso, estávamos testando gramíneas. Para mim, até aquele projeto acontecer, grama era mato e ponto final (kkkk). 

 

Eis que um dia, logo ao chegar no laboratório, às 8h da manhã, nossa orientadora bate palmas e diz: " Meninas, vamos pegar as pranchetas, chapéus e vamos pro campo, hoje é dia de captar os dados"

 

Eu ainda não tinha participado de nenhuma captação de dados como esta, nem imaginava o que seria.

 

Ela nos colocou no carro dela e fomos: ela e mais 3 estagiárias (dentre elas euzinha kkk).

 

Era um dia de sol, um calor, aquele campo lindo sem nenhuma sombra para nos abrigar... kkkk.

 

E aí veio a explicação de uma das estagiárias mais experientes, a Cris: " Moçada é o seguinte, agacha aí e vai contando tosseira por tosseira de cada fila plantada."  (Por se tratar de um experimento científico, o campo era demarcado, faziam fileiras para plantio das sementes, tudo pensado com muita antecedência para os dados estatísticos serem confiáveis, etc...).

 

Eu olhei para aquilo e pensei: Que tosseira?? Era um monte de grama unida, não tinha separação!!! Um matinho estava abraçado no outro, como eu ia saber quem nasceu de qual semente?? Fiquei confusa e até achei que era pegadinha, mas não era...

 

Então, observei como a Cris fazia e comecei a fazer igual a ela.

 

Gente de Deus, em menos de 5 minutos doía perna, costas, a cabeça fervendo do sol... kkkk... E olha que eu tinha uns 20 aninhos somente, no auge da minha forma física (e tão frágil... não aguentei 5 minutos! kkk).

 

Eu não tinha coordenação motora suficiente para andar agachada (de cócoras), segurar a prancheta e contar as tosseiras (porque a gente tinha que separar elas com as mãos e identificar que era uma tosseira separada de outra, para não contar errado). A Cris, em comparação, em disparada já finalizava uma fileira, enquanto eu tive que voltar umas três vezes e recomeçar, pois na tentativa de me equilibrar agachada, andar agachada, separar os matinhos (sim, para mim era tudo mato mesmo, pouco me importava o que ia alimentar a vaca no pasto!!), anotar na planilha, já esqueci o quanto contei de grama hahaha. Mas, após umas 3 fileiras eu já sabia andar de cócoras, segurar a prancheta, contar os matos e anotar o resultado e, ainda, me divertir com a situação. 

 

A gente bebia água naquelas garrafas térmicas de 5 litros... e que água deliciosa era aquela!!! 

 

E o sol já era um amigo de infância, não precisava ir embora mais... e assim foi, até terminarmos aquela contagem.

 

E o que eu penso, hoje, disso tudo?

 

1 - Que eu confiava muito na minha orientadora, pois eu não sabia para onde estava indo e o que eu ia fazer, mas fui sem questionar e sem ter medo. 

Pense: Será que sua equipe confia assim em você? O que você faz para ser confiável? Que tipo de líder você é?

 

2 - Que eu devo sempre prestar atenção no mais experiente, ou o que mais se destaca. Olhar como a Cris fazia me ajudou a aprender mais rápido.

Pense: você se espelha em quem? Será que você escolhe aprender com o melhor ou com o mais correto? Escolher a quem "seguir" influencia nos seus resultados, se atente a isto!

 

3 - Se persistir e treinar, a gente consegue fazer o que quiser!

Pense: você estuda? Treina sua equipe? Ensina?

Se você é liderado: como você age quando recebe um treinamento? Um ensinamento?

 

4 - Mesmo a tarefa mais simples tem que ser bem executada, pois ela refletirá num resultado que envolverá muitas pessoas.

Já pensou se quando eu perdesse a conta eu não recomeçasse? O resultado daquele estudo e toda a equipe envolvida seria comprometido.

Pense: Qual é seu senso de responsabilidade e mais, você se preocupa no reflexo das suas atitudes?

 

5 - Divirta-se!

Sim, a gente sempre se divertia. Éramos uma equipe unida, que se ajudava sempre. Éramos estudantes, estávamos numa instituição de ensino que era disputadíssima... e a gente fazia aquilo sem ter a noção da grandiosidade de tudo aquilo, mas com muita dedicação. Cada pesquisa que passou por aquele laboratório ajudou para os dados científicos que são referência no Brasil. 

E trazendo para a vida profissional, seja ela qual for, claro que muitas vezes não trabalharemos só rindo, só nos divertindo. Muitas vezes estamos cercados de dificuldades, de problemas que precisam de nossa expertise para serem resolvidos.

Pense: Se você se permitir trabalhar com alegria, sem ver o trabalho como algo penoso, se você conseguir se divertir nos momentos propícios, tudo fica melhor! Tente!

 

E, para finalizar o artigo de hoje, quero contar que eu contei grama por mais umas 3 vezes. Mas aí eu já sabia como seria, já tinha aperfeiçoado meu andar de cócoras (hahaha), pois eu descobri que se eu usasse uma botinha com um leve salto atrás eu não me desequilibrava mais e não sentia tantas dores nas costas e, então, passei a ir com ela para o campo. A gente precisa, sempre, observar nossas respostas e adequar o que conseguimos para que da próxima vez seja melhor. Observe-se! E toda vez que vejo o gado pastando eu lembro deste acontecimento, hahaha. 

 

Pessoal, foi simples, mas foi um enorme aprendizado para mim. Espero que consigam fazer as analogias com o dia-a-dia de vocês e que consigam entender que nem todos sabem fazer o que queremos que façam, por mais simples que pareça a tarefa. Acolha, ensine, acompanhe e cobre! Veja que a cobrança vem depois de muitas etapas essenciais.

 

E,  claro: Cris, obrigada por este e por outros tantos ensinamentos!

 

Abraços a distância, cheios de energias positivas!

 

Fiquem com Deus!

 

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