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O dia que eu peguei o Vôo errado!

15 Jun 2020

 

Olá queridos, tudo bem por aí?

 

Espero que sim!!! 

 

Hoje vou contar para vocês mais um "causo" que eu vivi e que me fez aprender um monte de coisa.

 

Houve um tempo em minha vida profissional que eu viajava muito e sozinha. E, quando eu comecei a trabalhar nesta empresa onde eu viajava muito para visitar clientes, eu não tinha a prática de andar de avião... e tudo mais que isso exige. Eu havia viajado de avião apenas 2 vezes e era excursão (uma de terceiro colegial e outra já na iniciação científica, na faculdade), então, eu não estava sozinha e tinham professores para tomar conta de mim! (kkk)

 

Eis que surgiu a necessidade de ministrar um treinamento em um cliente em Minas Gerais, mais especificamente em Juiz de Fora. Apesar de não ser tão longe assim, a agenda era apertada e como o tempo de vôo era bem menor que o de estrada, foi decidido que eu iria de avião, saindo do Aeroporto de Viracopos em Campinas.

 

Eu me lembro que perguntei para meus colegas de trabalho: "Existe a possibilidade de eu pegar o vôo errado?"

Me responderam que não, pois são feitas diversas conferências no aeroporto. E, realmente são feitas, vou relatá-las aqui.

 

Maravilha, chegado o dia da viagem, acordei de madrugada, fui para o aeroporto, me programei para chegar com 1,5 h  antecedência. Cheguei duas horas antes do meu vôo. Quem me  conhece sabe que eu sempre chego antes, às vezes muito antes. Hoje em dia eu já equilibrei isso, chego antes, mas não tão cedo... Naquele tempo eu ainda não trabalhava o autoconhecimento, então, minha ansiedade, medo, etc. sempre dominavam e, chegar muito cedo nos lugares que eu tinha que ir era uma forma de amenizar meu medo e ansiedade. Hoje, com isso melhor controlado, respeito as regras de boa educação, quando se refere à pontualidade: 15 minutinhos antes eu chego!

 

Bom, mas voltando ao aeroporto. Cheguei no aeroporto, no guichê de check in duas horas antes. Fiz o check in com a atendente da Azul (1º checagem de horário de vôo, número e portão de embarque); não tinha bagagem para despachar, segui andando procurando onde era a sala de embarque. Conforme eu ia me localizando, minha mente ia buscando nas minhas memórias como tinha sido quando eu viajei de avião, muitos anos antes... (a nossa mente tem a imensa capacidade de guardar muitas informações, a gente nem percebe; e, quando você precisa delas, ela vai buscando e trazendo aquilo que você já viveu...).

 

Encontrei o local que eu tinha que passar para ir para a sala de embarque. Na porta da entrada ficam os profissionais que pedem o seu cartão de check in, onde tem um código de barras que é lido e ai você entra, já se posiciona em um dos guichês para passar pelo detector de metais e, aí sim, você está liberado para adentrar à sala de embarque. Então, neste ponto foi feita a segunda conferência e registro que a Tathiana Lisbôa, que ia para Juiz de Fora (MG), no Vôo 5443 portão E, já estava lá!!! 

 

Confesso que eu ainda não estava tranquila, agora eu estava procurando o portão E, para eu me sentar na primeira poltrona vazia que eu encontrasse em frente ao portão E. 

 

Detalhe: eu estava saindo pelo Aeroporto de Viracopos em Campinas, mas aquela primeira versão do aeroporto, bem menor do que hoje. Então, era bem mais fácil do que é agora, porém, por mais fácil que fosse, para mim era muuuiiittttoooo difícil. Mal sabia o que estava por vir.

 

Então, cheguei no portão E, olhei para a TV que fica em cima do portão, escrito em letras garrafais que ali era o Portão E e, em letras garrafais menores, qual número de vôo estava naquele portão, naquele exato momento. Só que aí aconteceu uma coisa: tinha uma fila enorme de pessoas já prontas para entrar no portão E e seguir para o vôo deles. O número do Vôo era 5434. Eu pensei: nossa, ainda bem que cheguei duas horas antes, se não eu ia perder o vôo. E minha cabeça falava: "as informações da internet são todas erradas mesmo, onde já se viu, falar que tem que chegar somente uma hora antes para vôo nacional. Se eu tivesse seguido isso, tinha perdido o embarque... que absurdo!! Etc, etc, etc...kkkk."

 

Entrei na fila. A mocinha da terceira checagem leu de novo o código de barras do meu cartão de check in, conferiu meu RG, minha foto e eu segui... Passei pela porta da esperança (o tão esperado Portão E se abriu e eu segui junto com aquelas pessoas). Nos direcionaram para um ônibus, porque o avião estava estacionado longe. Chegamos no avião, entramos, verifiquei meu acento... me sentei e, aí sim, me deu o primeiro alívio do dia: "Consegui... agora é só esse avião fazer a parte dele, não cair em nenhum lugar e chegar em Juiz de Fora daqui 1 hora."

 

Maravilha!!! 

O avião não estava cheio, meu acento era na janela, eu estava rezando e daí gente, prestem atenção nesta parte:

A aeromoça pegou aquele telefoninho que ela usa para dar os recados e anunciou: Senhora Tathiana Lisbôa ??? (em tom de interrogação).

Nossa, nessa hora eu pensei: "Morreu alguém da minha família, meu Deus, me ajude!"

Eu levantei a mão, o senhorzinho que estava do meu lado me olhou e eu devia estar com uma cara de pânico... Ela continuou anunciando no telefoniho: Senhora Tathiana Lisbôa, a senhora está no vôo errado. 

Gente, eu senti o segundo alívio que foi: ninguém morreu mas, de imediato veio a vergonha... 

Me levantei e ela veio andando em minha direção e perguntou se eu tinha bagagem de mão, eu disse que sim, já pegando minha mochila e fui me encaminhando para a porta do avião, para sair...

Foram 15 segundos no máximo, mas pareciam 50 horas para mim. Era um misto de vergonha com alívio, com vontade de bater na moça que anunciou a segunda parte no telefoninho, afinal, eu já havia me levantado, ela podia apenas se direcionar até mim e me tirar do vôo e dizer só para mim o que aconteceu. Perguntei para ela para onde estava indo aquele vôo e ela me disse que era Cuiabá. Não bastando, saí do avião e tinha um moço naqueles carrinhos tipo de golfe para me levar de volta à sala de embarque. E eu voltei à sala de embarque esperar o vôo correto.

 

O que eu aprendi com tudo isso:

Primeiro -  que eu inverto números (o que eu já sabia). Hoje em dia, algumas vezes, quando percebo que minha mente está me confundindo quanto a isto, sem vergonha alguma, peço para quem estiver ao meu lado para ler o número para mim. Essa inversão de números não acontece a todo momento, mas acontece e minha mente me avisa... fica a incerteza... aí eu peço ajuda! Vejam que isso também faz parte do #autoconhecimento, de identificar aquilo que pode ser um fator limitante, dar significado a isto, encarar e resolver fará com que ele seja menos limitante (pense em você e naquilo que pode ser um fator limitante, porém, que pode ser revertido. Sim, alguns fatores limitantes podem ser amenizados ou anulados!!).

 

Segundo - que sempre tenho que ler uma informação por inteiro, afinal, na televisão onde fica o número do vôo, bem embaixo, em letras menores, fica passando qual é o destino. E sabe... por muitas vezes eu leio só uma parte e já deduzo o final. Vocês fazem isso? O mesmo serve para ouvir só aquilo que te interessa. Não podemos agir assim, temos que praticar a #escuta ativa, com #atenção focada, para percebermos até o que não está sendo dito. (Esta dica faz parte de todos os nossos treinamentos, seja de vendas, liderança, positividade, gestão do tempo... cabe em tudo. E a gente pratica tanto que fica natural).

 

Terceiro - mesmo planejando tudo com antecedência, esteja preparado para os imprevistos. Antecipe uma situação. Extrapolando para uma realidade de um gestor dentro de uma empresa... imagine assim: se você vai fazer uma reunião importante, não conte com a compreensão de todos e monte o cenário negativo também, mas já se imaginando contornando esta situação e trazendo ela para um fechamento positivo. Se você está na posição de liderado, faça a mesma coisa, vá preparado, estude o assunto, analise seu papel nisso tudo e imagine diversos cenários. Assim, você não vai sofrer com a ansiedade e com o momento presente (como eu sofri antes de chegar ao avião e, também, depois).

 

Quarto - quando uma organização é bem organizada (a redundância foi necessária), mesmo que o erro passe por uma, por duas ou por três pessoas, ele tem que ser pego antes do cliente sofrer a consequência. No caso da companhia aérea, eles identificaram a falha e fizeram o que foi preciso para que eu não fosse parar em Cuiabá, ao invés de Juiz de Fora. E, depois, enquanto eu esperava o meu vôo certo, uma das atendentes veio até mim e se desculpou em nome da empresa. Eu é que pedi desculpas... mas, eles tentaram me deixar confortável, é isso que vale! Agora pense: no seu trabalho, você é uma das engrenagens que faz com que tudo saia da forma que tem que ser. Quantas vezes você deixou de ser um ponto de checagem e quem sofreu esta consequência foi o cliente final? (Pense muito nisto!! Ser um profissional que enxerga o todo e age com #pró-atividade te trará sucesso). O contrário, te deixará na mediocridade (e tudo bem se você quiser ficar neste ponto, mas aí não reclama que você não tem oportunidades na vida! Aceita que a escolha é sua e vive da forma como você escolheu, sem mimimi).

 

Quinto - dá sim para pegar o vôo errado... hahahahahaha... Então, mesmo que você ache que já sabe tudo, que não tem como errar, dá para errar. Fique sempre atento ao que você está fazendo, tenha foco e disciplina, seja o ponto de conferência a mais que sua função permite que você seja. Se certifique que você está caminhando o caminho que deve ser caminhado pelos seus próprios pés e não pelos pés dos que estão te empurrando ou te puxando para trás. Seja condutor do seu destino, se der algo errado, você vai ter a consciência tranquila, pois fez o melhor que podia, nas condições que você tinha (parafraseando Mario Sérgio Cortella); e, se der certo, parabéns, o mérito é todo seu! Comemore! Sinta de forma positiva a conquista, seu cérebro vai registrar e vai querer sentir de novo e, assim, vai fazer você buscar sempre a alta performance. 

 

Sexto - Deus sempre ajuda quem cedo madruga! Brincadeiras a parte, a ajuda divina sempre é bem vinda mesmo... Depois dessa mini aventura, segui para o destino correto, rezando no caminho (como de costume). Rezava para o avião não cair e rezava agradecendo que Ele colocou pessoas para me ajudar e resolver a situação antes que ela virasse um real problema para mim. Fui e desempenhei minha função no cliente, que nem imaginava o que  eu tinha vivido ou sentido antes de chegar lá. Deu tudo certo e na volta eu peguei o vôo correto de primeira (superei medos, obstáculos e aprendi todos os pontos de checagem que eu mesma devo fazer dentro de um aeroporto).

 

E, para finalizar, apenas um último comentário: quando eu mencionei no texto lá em cima que quando a aeromoça anunciou o meu nome pela primeira vez eu pensei que alguém da minha família tinha morrido... eu pensei mesmo. Vejam que, na maior parte do tempo, nossa mente está condicionada a trazer em milésimos de segundos um sentimento ruim. Eu poderia ter pensado um monte de coisas boas, mas pensei na pior delas... E depois, quando ela anunciou que eu estava no vôo errado, senti alívio e, de novo, em milésimos de segundos, senti vergonha. O que quero dizer com isso: a tendência em seguir na negatividade é muito forte. Talvez com você não seja assim. Mas, se for igual era comigo, preste atenção nisso. Tudo que é em excesso atrapalha. A negatividade então... só traz negatividade. (Terapia pode te ajudar, eu sigo sendo terapeutizada, rs!).

 

Espero que vocês tenham gostado de mais este "causo" e que tenham conseguido fazer analogias com a vida de vocês, tanto profissional quanto pessoal. E quando forem viajar, lembrem dos pontos de checagem e de mim! (hahahaha)!

 

Um abraço carinhoso à distância (neste momento), mas cheio de boas energias que chegarão todas até você!

 

Fiquem com Deus!

 

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