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Deu medo? Vai com medo mesmo!

11 May 2020

Oiê meus amores! Como estão?

 

Espero que bem. Se você está lendo e eu escrevendo, temos muito para agradecer!

 

Hoje proponho uma leitura um pouco diferente... entre um artigo e outro eu vou contar para vocês alguns "causos" (hehe) que a gente vive e que vale a pena relembrar, rir e aprender...

O de hoje tem como tema: Se der medo, vai com medo mesmo!

 

Há exatos 6 anos, eu trabalhava como assessora científica em uma empresa de Itu. Eis que um determinado dia, minha chefe me avisou que eu iria para os Estados Unidos da América participar de algumas reuniões e treinamentos pela empresa.

Até aí normal né? Todo mundo quer uma oportunidade desta, não é mesmo?

 

NÃOOOOOO!!! No meu caso, absolutamente, Não. Gente pensa numa pessoa que ficou desesperada. Eu tinha medo de tudo, achava que eu não seria capaz, que não conseguiria me comunicar, muito menos representar a empresa. Para ficar mais legal ainda, quem iria comigo era uma das sócias da empresa, da qual eu não tinha intimidade (eu tinha medo dela, para ser bem sincera! kk).

 

Aí começou a saga: tirar passaporte (nem passaporte eu tinha!), correr atrás de visto, estudar mais do que nunca o inglês... 

Sobre o idioma: devido ao meu cargo eu lia, escrevia e ouvia bem o inglês. Porém, eu não falava... sempre fui meio relaxada para treinar a conversação, então esse era um ponto a melhorar, certamente.

 

Pois bem, começaram os preparativos, exatos 3 meses antes da viagem. O visto foi concedido. Lembro-me que no dia que fui fazer a entrevista para o visto, naquela fila gigante que se formava em minha frente, fui olhando para aquelas pessoas e pensando: Por que vocês querem tanto um visto? Observei pessoas saindo chorando por quê não conseguiram (e lá no fundo eu pensava: Jesus, faz com que o meu seja reprovado!)... Bem na minha frente foi um moço que tinha um calhamaço de documentações, ele certamente estava tentando um visto de emprego, eram muitos documentos.... Foi negado.

Na minha vez o entrevistador perguntou:

 

- Prefere falar em inglês ou português? 

- Português. (Lógico, que pergunta idiota, kkk).

Aí, claro que ele respeitou meu desejo e começou a falar comigo em INGLÊS.

Na minha cabeça eu pensava muitas coisas que eu não posso comentar porque são xingamentos meio feios, minha mãe não vai gostar de saber que eu pensei tudo aquilo, então não vou explicitá-los aqui!

Mas, foi fácil, umas cinco perguntas e ele carimbou o papel e me entregou: FOI APROVADO.

 

Saí de lá com as pernas bambas: Jesus amado, agora não tem jeito tenho que ir mesmo!!

 

Beleza, meu marido que na época era meu noivo, me esperava do lado de fora e comemorou muito... ele queria mais que tudo ter uma oportunidade como a minha. Era o sonho da vida dele... não o meu sonho.

 

Na volta para casa, na estrada, eu já estava quase chorando, desesperada... mas me contive.

Bom, nos dias seguintes, segue a vida normal, muito trabalho, viagens para visitar clientes, estudar, etc, etc, e quando percebi já estava próximo da viagem.

Notícia boa que Deus mandou: quem iria comigo não era mais uma das donas da empresa e sim a minha Chefe, a Meg, que já me deixava bem mais tranquila... 

E nós duas fomos... 

No dia da viagem, minha mãe e meu noivo me levaram ao aeroporto... eu estava emocionalmente abalada... segurando o choro. (Costumo chorar de: alegira, tristeza, medo, cansaço e dor. Vejam que eu choro bem, kkk).

 Eis que fomos! Embarcamos, e 852 mil horas depois, chegamos! (Parecia uma eternidade, eu não conseguia dormir, achei a comida do avião gelada e ruim, sentou uma japonesa do meu lado que queria falar sobre o Pelé, em inglês... e eu só sorria e dizia Yes). Assim foi... chegamos em Chicago...

 

(Em outro post eu comentarei como foi minha "passagem pela alfândega"... kkkk Imaginem: Bióloga, Microbiologista, indo para os Estados Unidos para participar de reuniões... Eles estavam bem desconfiados, eu podia ser uma terrorista!).

 

Voltando ao que quero contar aqui, para tentar encurtar esta história: nós tínhamos no dia seguinte a nossa chegada, um dia inteiro de reunião em uma das empresas das quais nós fomos visitar. A empresa era linda, uma das áreas que eu mais gostava de assessorar, era um sonho conhecer ao vivo aquela empresa, os cientistas e os laboratórios. Porém, estar na reunião era um pesadelo. Neste dia, estavam pessoas de várias nacionalidades participando. Imagina assim: Uma empresa norte-americana que tem diversas empresas que vendem os produtos delas no mundo todo. Representantes de cada uma dessas empresas do mundo todo estavam reunidos nesta mesma reunião, para mostrar seus resultados, dificuldades e para receber informações de produtos novos, etc. 

Então era quase que uma conferência da ONU... e a gente tinha que falar em inglês com esse povo todo!!!! (SOCORRO!!).

Eis que chegou o dia dessa reunião, sentamos todos envolta de uma mesa oval gigante, numa sala cheia de efeitos especiais (climatização, som, luz, etc...). E as apresentações começaram: indianos, mexicanos, australianos, canadenses, etc...

 

Começou... Eu desesperada com a possibilidade de chegar a minha vez, comecei a ter uma conversa muito séria e direta com Deus (vocês que me conhecem sabem que eu converso muito com Deus), só meu corpo estava presente naquela sala, minha mente já estava lá no céu, agarrada a Jesus e fazendo muitas combinações, tipo: Senhor, se o senhor fizer alguém passar mal (não precisa morrer), só para ter que cancelar a reunião, eu prometo por tudo que é mais sagrado que eu nunca mais peço mais nada para o Senhor!

Continuei: Meu Deus, onde estão os homem bombas que todo mundo fala que tem nesse país? Como faz para algum deles falar que vai passar por aqui e a gente precisar is embora correndo? (Gente era só para dar um recado, ele não ia lá matar ninguém, entenderam?)

Juro, eu pensava uma besteira atrás da outra e olhava aquelas pessoas falando, eu estava ficando louca... e fazendo cara de paisagem (eu acho).

 

Nada disso deu certo, Deus não fez ninguém passar mal, muito menos mandou um recado pelo homem bomba...

 

Chegou a minha vez de falar... respirei fundo, levantei e falei o que eu tinha estudado... foquei um ponto na parede no fundo da sala e falei, como se eu já tivesse feito aquilo muitas vezes. (Eu nunca tinha enfrentado uma plateia multinacional, nos Estados Unidos, falando em inglês).

 

Foi rápido, afinal, todos tinham que falar, então o tempo era curto... E foi... passou... deu certo.

Quando terminei sentei na minha cadeira e sentia vontade de chorar de alívio. Mas aí eu sorria... 

 

Neste dia, quando tudo terminou e voltamos para o hotel, o que eu mais queria era tomar meu banho, deitar na minha cama e rezar muito. Agradecer a Deus por ter me feito suportar e passar pelo medo e começar a combinar com ele o que eu poderia fazer para Ele, a fim dele me dar o milagre de não precisar participar da reunião do dia seguinte (kkkk). (Acho que foi nessa viagem que eu aprimorei minha capacidade de negociação... afinal eu estava tentando convencer Deus! kkk). 

 

Foram 18 dias de viagem a trabalho. Cada dia a gente vencia uma pequena batalha e se preparava para o dia seguinte... Só tivemos um sábado e domingo de folga, quando passeamos por Chicago.

 

E a gente foi muito bem... A minha ex Chefe já era muito mais bem preparada que eu, mas ela não fez nada em meu lugar, pelo contrário, ela me fez ter que fazer... para que eu conseguisse e aprendesse.

 

Na época eu pensava: porque ela não faz para mim? 

Mas na mesma viagem eu entendi... ela estava me ajudando a me tornar uma profissional melhor... na marra!!

E o que eu acho de mais legal nisso tudo: a superação.

 

Claro que eu não era uma profissional oca, sem conteúdo, sem experiência, sem movimento. Por isso que fui selecionada para ir para os Estados Unidos e ajudar a representar a empresa da qual eu pertencia. Mas, eu não enxergava tudo isso naquela época. Eu não sabia e nem acreditava que eu conseguiria.

 

Passar por isso me fez forte para enfrentar tantas outras coisas que vieram depois e, também, para aprender a olhar para uma oportunidade como realmente devo olhar. Para pensar que o Medo pode existir, mas que eu tenho que conseguir controlar, entender de onde vem, buscar ajuda se preciso for mas, acima de tudo, prosseguir.

 

Então queridos, a mensagem é essa: Deu medo, vai com medo mesmo! (Se você não é vaso oco, se esforça e vai... você não se arrependerá).

 

Se você é chefe, a postura da minha foi muito interessante... me fez crescer. E claro, se eu não conseguisse, ela estava lá!

 

Sobre falar inglês, eu fiz todas aquelas pessoas conhecerem a palavra OI.

Todas as vezes que eles falavam comigo e eu não entendia, ao invés de eu dizer: What? ou... Sorry? Eu dizia: Oi? (em português, kkk). Mas eles se acostumaram tanto que eu dizia oi e eles repetiam a informação de forma

 

mais clara para mim... kkk.

 

Ou seja, a gente se adapta e os outros também!!

 

(Análise rápida para vocês pensarem: Se reconheceram em algum sentimento:

1 - Medo dos donos da empresa?

2 - Medo do desconhecido?

3 - Medo do desafio?

4 - Baixa auto-estima?

5 - Não enxergar a oportunidade?

Até que ponto você cria os obstáculos que você encontra na sua vida e até que ponto eles, realmente, são impostos a você?)

 

 

Gostaram dessa nova proposta, de contarmos nossos causos a vocês?

 

Tudo isso é verdade super verdadeira... tenho testemunhas...

 

Qualquer dia volto com mais causos... só dessa viagem devo ter uns 20!!

 

Meg (ex-chefe), valeu pela parceria... 

 

Família, valeu pelo suporte emocional.

 

Deus, valeu por não fazer o que eu pedi, mas sim o que o Senhor preparou para mim!

 

Abraços, até o próximo post!!

 

#causosdaTathi

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#autoconhecimento

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#treinamentoSorocaba

#treinamentoBoituva 

#treinamentoPortoFeliz

#treinamentoItu

#altaperformance

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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